à:
Pais;
Presidentes;
Qualquer forma de pensamento e criatura estanque e essencialmente...
Chata.
------O asfalto em alta velocidade é estática na televisão, você diz.
Como toda conversa mole e rebuscada que você adora, essa é apenas mais uma sua. Como todo início de conto estranho e aparentemente vazio, esse é apenas mais um meu.
Finjo saber escrever, assim como finjo gostar e não finjo ter que aturar a sua forma brusca de falar sobre as coisas, enquanto gesticula de forma a mostrar que tem mais anos de vida e, por consequência, mais sabedoria.
Eu deveria interromper as coisas? Esse é mais um fim?
Sou artista, mas quando estou na presença deles, não me sinto um. Sou universitário, e talvez isso seja uma certeza, mas não é tudo que me guia. De certa forma, minha essência, ao contrário do que pensei, vem se tornado cada vez mais difusa e distante. Compor ou não? Sou um bom compositor?
Como fomos parar aqui?
Como fomos parar no limbo daqueles sem nome, fantasmas cinzas e opacos que caminham apenas por caminhar, mas que ao mesmo tempo não têm certeza se caminham só por caminhar.
Como fomos parar no território estranho da dúvida perpétua?
Como fomos parar no território estranho da dúvida perpétua?
Em busca de diferenciação, escrevo. Em busca de diferenciação, me afirmo enquanto distinto. Me afasto do orgânico em direção ao eletrônico.
O que é a militância enquanto ignora(o) o contínuo contorcer dos umbrais de palafitas?
O que sou eu enquanto assopro sem fim a lava do vulcão?
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